Nova geração de televisores passará despercebida na decoração da casa

Um painel de vidro com moldura de madeira. A aparência é de quadro, mas, na verdade, se trata de uma TV, a Vitrine. O aparelho, ainda em teste, é resultado de um projeto de dois anos de pesquisa entre a marca suíça de móveis Vitra e a japonesa Panasonic com o norueguês Daniel Rybakken, e foi apresentado na semana passada no Salão do Móvel, em Milão. O vidro faz as vezes de uma tela OLED (diodo emissor de luz), que se torna visível ao ser ligada – todos os componentes eletrônicos ficam escondidos dentro do quadro. “A tela não chama atenção no ambiente e pode emoldurar o que está por trás dela”, afirmou o designer ao site Dezeen.

A LG também criou seu modelo “invisível”, o primeiro no mundo a usar mecanismo de roll-up. A parceria da empresa coreana com o renomado escritório britânico Foster + Partners, idealizadores do Signature, foi anunciada durante a Semana de Design no Superstudio Più. A tela OLED flexível e de mínima espessura se retrai dentro de um suporte de aço. Para isso, basta acionar um botão e a tela desaparece na base retangular, também com função de alto-falante. A TV pode ainda ser configurada para que apenas a parte superior da tela seja desenrolada, exibindo relógio, fotos ou um painel de instrumentos.

Outra empresa que entrou na era dos televisores ocultos foi a Bang & Olufsen. Em Milão, ela causou furor ao revelar seu novíssimo aparelho: o Beovision Harmony, que se esconde atrás de um painel dourado quando desligado. Modelos que certamente farão a alegria de clientes e designers de interiores. A preocupação em onde posicionar a tão incômoda tela negra no projeto de decoração parece estar com os dias contados.