Nelson Aguilar, organizador do livro sobre o italiano, e Anna Carbocini relatam histórias e curiosidades sobre o jornalista e colecionador de arte

No último 21 de fevereiro, Pietro Maria Bardi completaria 120 anos. Casado com Lina Bo Bardi, ele compartilhava ideias e interesses com a arquiteta, tendo sido o grande incentivador da obra deixada por Lina, como o prédio do Museu de Arte de São Paulo, o Masp, na av. Paulista, instituição que ele fundou, em 1947, com o paraibano Assis Chateaubriand. Historiador, jornalista e crítico, o italiano defendia que a arte devia ser acessível a todos e não restrita apenas às elites financeiras e intelectuais. Numa tarde de fim de fevereiro, na Casa de Vidro, onde Lina e Pietro viveram até o final de suas vidas, me reuni com Nelson Aguilar, professor de história da arte da Unicamp, e com Anna Maria Carbocini, assistente dele no museu, para ouvir as histórias dessa grande figura, responsável pela formação de uma das maiores coleções de arte ocidental do Hemisfério Sul.