Profissionais de todo o planeta participaram de concursos para representar seus países na feira que ocorre entre Outubro de 2020 e Abril de 2021

O pavilhão do Reino Unido terá fachada interativa, misturando poesia com tecnologia.

Com o tema “Conectando mentes, criando o futuro”, a Expo 2020 Dubai será a primeira feira mundial a ser realizada na região do Oriente Médio. Mobilidade, Oportunidade e Sustentabilidade serão os nomes dos distritos no mapa do evento, que promoverá questionamentos: “Como será o dinheiro no futuro?”, “Quantos lugares ainda existem para serem explorados?” e “O quanto você pode aprender com a natureza?”.

Visitada por milhares de pessoas das mais diversas nacionalidades e culturas, ela contará com pavilhões de 190 países – entre eles o Brasil. Aos poucos, os projetos de cada um dos edifícios estão sendo divulgados, aguçando nossa curiosidade sobre as exposições e as inovações que serão apresentadas a partir do próximo ano. Reunimos aqui sete pavilhões cujos projetos chamam a atenção pela inventividade de seus arquitetos e designers.

Pavilhão Brasil

A água será o tema principal da participação brasileira na feira mundial. O projeto foi feito por três escritórios de arquitetura: o argentino Ben-Avid, e os paulistanos JPG.ARQ e MMBB Arquitetos. Um dos grandes destaques é a forma escolhida pelos profissionais para retratar nossas riquezas naturais. Uma Praça d’Água, inspirada no Rio Negro e localizada no entorno do pavilhão, atuará como “instalação e construirá atmosferas sinestésicas e imersivas, em que se combinam sons, aromas, estímulos de temperatura e projeções de imagens, como explica a proposta apresentada para o concurso promovido pela Apex. Vitórias-régias amazônicas, paisagens do Pantanal mato-grossense e sistemas de transposição de rios e irrigação de áreas secas serão algumas das imagens compartilhadas. Foto: Reprodução/MMBB.

Pavilhão Holanda

No clima desértico de Dubai, um sistema climático temporário será instalado dentro do pavilhão, onde os frequentadores poderão descobrir formas naturais de controlar o clima. A construção do edifício, localizado no distrito Sustentabilidade, se dará a partir de conceitos de economia circular. A matéria-prima empregada será local e todos os materiais devolvidos ou reciclados após a exposição. Haverá também um amplo espaço de exposição, um auditório, restaurante, lounge VIP e uma loja. Parceria entre os escritórios Expomobilia, V8 Architects, Kossmann.dejong e Witteveen+Bos, o pavilhão Holanda promete proporcionar experiências sensoriais a seus visitantes. Fotos: Divulgação/V8 Architects.

Pavilhão Reino Unido

Uma fachada interativa, misturando tecnologia e poesia. Essa é a proposta do primeiro pavilhão britânico a ser desenhado por uma mulher, a designer Es Devlin. A inspiração vem de um dos últimos projetos do físico Stephen Hawking, chamado Breakthrough Message, uma competição mundial que convida pessoas a criarem mensagens para outras civilizações inteligentes. Usando tecnologia de aprendizado de inteligência artificial para criar palavras e frases, com a contribuição dos visitantes, poemas em diversas línguas serão expostos na fachada de LED. Fotos: Divulgação/Es Devlin.

Pavilhão Polônia

As aves migratórias que chegam ao país todos os anos são a referência principal para a fachada, cujo grande destaque é uma escultura cinética. Características como riqueza natural, diversidade de paisagem e localização no centro tornam a Polônia o mais importante habitat para essas espécies. O projeto desenvolvido pelos escritórios WXCA e Bellprat convida ao descanso na sombra de um grande telhado, a saborear o pão polonês e contemplar a exposição integrada ao edifício, um estímulo à reflexão sobre intercâmbio cultural e comercial, migração social, fluxo de bens e ideias. Foto: Vivid Vision/Reprodução ArchDaily.

Pavilhão Luxemburgo

Uma faixa de Moebios – torção e dobragem de uma fita contínua – é a linha de pensamento que conduz o desenho do pavilhão Luxemburgo. Uma rampa levará os visitantes a um espaço central no primeiro andar, dedicado à exposição principal. Para retornar ao térreo, o visitante terá três opções: escada, elevadores ou um inusitado e divertido escorregador. O projeto do escritório Metaform é descrito como um paralelo do país: “pequeno e ambicioso, intrigante e tranquilizador e, acima de tudo, generoso e aberto”. Foto: Metaform/Divulgação.

Pavilhão Nova Zelândia

Sob o tema “Cuidado com as pessoas e com o lugar”, o edifício foi desenhado pelos arquitetos do escritório Jasmax, em parceria com o Special Group, como contadores de histórias criativos, e a Mott MacDonald, fornecendo serviços de engenharia.  A estrutura celebra cultura, arquitetura e engenharia e reflete o espírito de inovação e produção de alta tecnologia. O projeto é inspirado nos recipientes waka taonga, produzidos pela comunidade indígena Maori, nativa da Nova Zelândia. Os objetos, usados para guardar itens considerados valiosos pela comunidade, serão a referência principal para o pavilhão, que terá como missão abrigar e mostrar a identidade e os valores desse país. Foto: Jasmax/Divulgação.

Pavilhão Áustria

Combinando materiais de construção tradicionais com técnicas modernas, o projeto do escritório de arquitetura vienense Querkraft aborda questões relevantes: como os recursos naturais podem ser usados de maneira  moderada e respeitosa. Foto: Reprodução/ArchDaily.

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