Confira as novidades apresentadas pelo Museu de Arte Moderna de Nova York em sua reinauguração

Depois de uma reforma de quatro meses, o Museu de Arte Moderna de Nova York voltou a receber o público em um espaço expositivo com mais 4 mil m². Agora, a instituição exibirá cerca de 2,4 mil obras do acervo por ano frente aos 1,5 mil itens anteriores. Entre as novidades, a forma de apresentar a coleção: em vez de seleções por períodos, regiões e meios de expressão, a atual dinâmica privilegia as abordagens temáticas e as interseções. Nesta temporada, a arte brasileira sobressai na exposição “Sur Moderno: Journeys of Abstraction”, no terceiro andar, com exemplares da arte abstrata e concreta de nomes como Amílcar de Castro, Burle Marx, Hélio Oiticica, Ivan Cardoso, Lygia Pape e Willys de Castro.

Veja as novidades do MoMA a partir de agora:

  • No coração do novo prédio, o Studio abrigará a programação ao vivo e de performances. Desta vez, a instalação sonora e imersiva Rainforest V (variation 1), criação de David Tudor, pioneiro em música eletrônica, ocupa o espaço.
  • A cronologia está mais flexível no que se refere a disposição das obras.
  • Pinturas, esculturas, fotografias e vídeos poderão dividir espaço nas mesmas galerias, que devem ressaltar a interconexão entre artistas de países e campos diferentes.
  • Textos acadêmicos, que pontuavam as obras, deram lugar a conteúdos mais curtos, focando questões sociológicas, políticas ou culturais.
  • A cada seis meses, as obras de arte da coleção terão novas combinações. Entretanto, ícones como Starry Night, de Van Gogh, Water Lilies, de Claude Monet, e Demoiselles d’Avignon, de Picasso, continuarão “intocáveis”.
  • A Lua, tela de Tarsila do Amaral, encontra-se na galeria Paris 1920s, dividindo a atenção com peças e telas de Pablo Picasso, Constantin Brancusi, Man Ray, Eileen Gray, Fernand Léger, entre outros. Todos trabalharam na capital francesa no período em que a cidade concentrou artistas vindos de todos os cantos.
  • Os curadores do MoMA têm intenção ainda de aumentar a representação de artistas mulheres, latinos, negros, asiáticos e de outras regiões do mundo.