Seleção das mais impactantes obras que ocupam ruas, prédios e museus da capital inglesa

Até domingo (22), Londres respira e celebra o design em 11 distritos da cidade no mega festival urbano London Design Festival, iniciado em 14 de setembro. Neste ano, o evento, com mais de 400 participantes, deu atenção especial às instalações, que vão de obra de bambu projetada pelo arquiteto japonês Kengo Kuma a banco comunitário feito de restos de andaime e placas de madeira. Confira oito destaques:

Fotos: Ed Reeve e Divulgação.

Já parou para pensar em como seria um pôr do sol no fundo do mar? Foi essa experiência imersiva que os artistas e designers da Volume Creative propõem na instalação Take the Plunge – mergulhar de cabeça, em português – na Oxo Tower Wharf, às margens do rio Tamisa. A obra, composta por tubos de papelão de diversas alturas e cores, convida a passear e descobrir novos espaços.

Fotos: Guy Bell e Divulgação.

No hotel citizenM no distrito de Shoreditch, ao norte de Londres, a artista Emily Forgot criou um verdadeiro labirinto na instalação Never Lost. Mesclando design, cor e arquitetura, ela compôs um espaço imersivo para os visitantes, com materiais táteis e ilusões de ótica, que se estende além do festival, até 30 de setembro.

Fotos: Fotos: Andy Stagg.

O átrio da loja de departamentos Fortnum & Mason, a mais antiga e luxuosa de Londres, em Piccadilly, foi transformado pela designer Liz Wegg com a instalação Iri-Descent. Trata-se de uma série de pendentes formados por 150 cubos vazados revestidos de filme dicromático, brincando com o efeito da luz e das cores. Estará aberto ao público até 25 de outubro.

Victoria and Albert Museum:

Fotos: Ed Reeve.

Depois de inaugurar o museu V&A Dundee, seu primeiro prédio no Reino Unido, o japonês Kengo Kuma participa do festival de design da capital inglesa com a instalação Bamboo Ring: Weaving into Lightness. No jardim do Museu Victoria & Albert, o arquiteto bolou uma estrutura que lembra um ninho, feita de bambu e fibra de carbono.

Fotos: Ed Reeve e Guy Bell.

Na entrada do mesmo museu, o Victoria and Albert, Sam Jacob criou Sea Things. Formada por duas caixas de vidro suspensas que são palco para a projeção de desenhos que vão de estrelas do mar a resto de lixo. A obra propõe uma reflexão sobre os oceanos e a sustentabilidade.

Instalações urbanas:

Fotos: Andy Stagg e Reprodução/Instagram.

Nos pés da Catedral de Westminster, o escritório Patternity, comandado pela dupla Anna Murray e Grace Winteringham, inventou o Life Labyrinth. As linhas e o padrão quadriculado têm diversas inspirações, que vão desde a arquitetura do prédio de 1903 à teoria de que andar por um labirinto seja um ato de meditação, com benefícios para o corpo e a mente.

Foto: Mark Cocksedge, Guy Bell e Reprodução/Instagram.

O britânico Paul Cocksedge reutilizou placas de andaimes e pedaços de madeira em Please be Seated. Como o nome indica, a instalação faz um convite aos transeuntes da Finsbury Avenue Square, no distrito financeiro, para interagirem com a obra, seja passando por baixo de suas curvas de diferentes alturas ou sentando em um dos muitos bancos que ela proporciona.

Fotos: Charles Emerson e Andy Stagg.

Dois anos após sua estreia no festival, a designer Camille Walala retorna às ruas de Londres com cenas cheias de cor e grafismo. Para esta edição, ela montou o Walala Lounge, uma sala de estar urbana, que ocupa a rua Monton, com dez bancos coloridos e tapetes de diferentes formas, e uma série de bandeiras com o mesmo padrão gráfico do mobiliário.