Projetada por Oscar Niemeyer e com painéis de Candido Portinari, a construção foi restaurada e abriu ao público na sexta-feira (4)

Fotos: Reprodução/Instagram

Patrimônio Cultural Brasileiro e cartão-postal de Belo Horizonte, a Igreja São Francisco de Assis, conhecida carinhosamente como Igrejinha da Pampulha, reabre hoje depois de uma longa restauração que manteve o local fechado por dois anos. A construção, de 1943, foi a última do mestre Oscar Niemeyer a ser concluída no complexo encomendado pelo então prefeito Juscelino Kubitschek. O conjunto arquitetônico, distribuído em torno da Lagoa da Pampulha e considerado Patrimônio Mundial desde 2016, incluiu também o Iate Clube, a Casa do Baile, o Cassino (transformado hoje em museu de arte) e a residência de Juscelino.

A capela é um dos edifícios mais emblemáticos do largo da Pampulha não só pelos 14 painéis de Candido Portinari, esculturas de Alfredo Ceschiatti, arte em pastilhas de Paulo Werneck e paisagismo de Roberto Burle Marx, mas por sua curiosa história. Quando foi inaugurada, suas linhas modernas causaram estranhamento na sociedade, e ela não recebeu o reconhecimento da Igreja Católica como santuário. Foi só em 1958 que o espaço foi considerado oficialmente templo religioso, tendo sua primeira missa celebrada em 1959. Hoje é visita obrigatória dos amantes de arquitetura e devotos de São Francisco de Assis na capital mineira. O minucioso trabalho de restauro foi conduzido pela Construtora Tecnibras, de São Paulo.