O designer apresenta série inédita de monotipias, na galeria bolsa de arte, em São Paulo

Conhecido pelas esculturas de mobiliário, Hugo França estreia trabalho em papel.

Acostumado a trabalhar a tridimensionalidade de seus grandes móveis feitos com resíduos florestais e urbanos, Hugo França experimenta agora outro suporte: a monotipia. Essa nova proposta se concretizou por incentivo do artista e fotógrafo alemão Tom Fetch, a quem Hugo conheceu durante a Design Miami de 2016.

No ano seguinte, Tom visitou o gaúcho em Trancoso, BA, onde ele tem sua oficina e, nessa ocasião, presenteou-o com um pacote de papel para aquarela, sugerindo o desafio artístico. “Nunca havia pensado em desenhar. Foram muitas as tentativas, muitos estímulos à minha percepção e compreensão, até encontrar uma via criativa que fizesse sentido para mim”, afirmou.

Com matrizes feitas de pedaços de troncos, fatias e blocos saídos da produção de suas esculturas mobiliárias e uma mistura de carvão vegetal e verniz, Hugo iniciou a produção de registros da estrutura lenhosa das árvores. “Apesar de me dedicar pela primeira vez ao plano bidimensional, não sinto me afastar da minha poética, pois madeira, carvão e verniz são materiais que me acompanham desde o início da carreira.” Batizada Impressão Vegetal, a mostra inédita, composta por 12 exemplares, permanecerá de hoje (1º de novembro) a 8 de dezembro na Galeria Bolsa de Arte, r. Mourato Coelho, 790, na Vila Madalena, em São Paulo.

Fotos: Andre Godoy e Divulgação

Hugo França, em seu espaço na capital paulista, experimenta um novo suporte: a monotipia.

Série inédita de monotipias, por Hugo França, exibida na galeria Bolsa de Arte, na Vila Madalena, em São Paulo.