Precursor da arquitetura moderna no país, o ucraniano (1896-1972) ganha mostras em três endereços paulistanos

Fotos, vídeo, móveis, maquete e desenhos ilustram a trajetória desse pioneiro da arquitetura moderna no programa Ocupação Gregori Warchavchik, promovido pelo Itaú Cultural. O arquiteto ucraniano, naturalizado brasileiro, tem ainda sua obra revisitada no Museu Lasar Segall e na Casa da rua Santa Cruz, a primeira obra moderna no Brasil.

Na Vila Mariana, tanto o museu como a Casa são construções assinadas por ele. A primeira, de 1932, foi projetada para seus cunhados, o pintor Lasar Segall e a escritora Jenny Klabin Segall. A segunda, de 1928, na rua Santa Cruz, serviu de morada para o arquiteto e a família – o paisagismo, assim como em projetos seguintes, é de Mina Klabin, sua mulher.

Além das três exposições que traçam um belo panorama desse legado, o programa sugere um passeio pela cidade, calculado em 10.860 passos, que se inicia no Itaú Cultural, na av. Paulista, 149, e percorre as principais obras de Warchavchik. Na rua Berta, também na Vila Mariana, estão as casas populares, do número 48 ao 120. No Pacaembu, a casa da rua Itápolis (1929), palco da exposição de uma Casa Modernista – maior reunião do modernismo brasileiro depois de 1922, exalta os preceitos modernistas de limpeza e racionalidade. Em Higienópolis, a casa da rua Bahia (1930) distingue-se de outras obras por ser composta de dois volumes interligados.

Gregori Warchavchik também realizou obras no Rio de Janeiro, como o prédio Vila Operária de Gamboa (1933), projetado com Lúcio Costa, e a Casa da rua Toneleros. Todos esses registros estarão no livro sobre o profissional que deve ser lançado ainda este ano pela Editora Olhares.

Imagens da casa da rua Santa Cruz, na Vila Mariana, onde Warchavchik viveu com a família.

Fotos: Divulgação

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