A mostra reunirá 15 exemplares de autores consagrados ou não, indicados por designers, galeristas e artistas

“Cadeira: um relacionamento afetivo” foi o nome escolhido pelo curador Sérgio Campos para a mostra na SP-Arte. O móvel, que costuma ser o grande desafio projetual para os designers, será representado por 15 modelos sugeridos pelo curador e por profissionais da área, cujo recorte se baseou na memória afetiva. Haverá móveis históricos, como o de Flávio de Carvalho (foto acima), criado nos anos 1930, como contemporâneos, assinados por profissionais consagrados ou anônimos.

Jacqueline Terpins indicou a cadeira Copacabana (foto abaixo), de sua autoria para o evento, pois as curvas remetem às calçadas da praia no Rio de Janeiro, onde a artista passou a infância e a adolescência. Já Hugo França elegeu a Zola II, feita de madeira de canoa, do início da carreira quando ele morou no sul da Bahia.

Cada móvel terá um descritivo contando sobre essa relação emocional. “Elas fazer parte do nosso dia a dia, vivemos com essas peças anos a fio, acabam despertando valores afetivos”, avalia Campos, dono da galeria Artemobília. A iniciativa da exposição partiu de Campos e da AMDMB, Associação Mobiliário e Design Moderno Brasileiro, que trabalha para a valorização do design nacional desse período.

Foto:  Divulgação