Além de mudar de endereço, a marca de tecidos quer ser reconhecida internacionalmente pela qualidade de seus revestimentos naturais Made in Brazil

Cerca de 700 metros separam a nova sede do Empório Beraldin da antiga loja, ambas localizadas na al. Gabriel Monteiro da Silva, considerada o point da decoração em São Paulo. Foto: Romulo Fialdini. 

Jardim assinado, amplo estacionamento e atmosfera acolhedora para o cliente saborear com tranquilidade a extensa cartela de tecidos artesanais fabricados com matéria-prima 100% natural. A nova morada do Empório Beraldin quer recuperar o charme do antigo galpão em Pinheiros, onde o showroom da empresa permaneceu por 20 anos. Confira essa e outras novidades no meu bate-papo com Zeco Beraldin.

Onde vocês estão localizados agora?

Mudamos em dezembro para uma casa na Gabriel que fica no primeiro quarteirão entre a av. Brig. Faria Lima e a Marginal Pinheiros. Queremos estender para ali esse corredor da decoração. A casa, reformada pela Valéria, ficou muito gostosa e tem estacionamento maior do que nossa loja anterior na mesma rua. Ainda não fizemos a inauguração oficial porque mudamos em dezembro, perto do período de festas, e agora temos as tradicionais liquidações de janeiro. O evento deve acontecer em março com o lançamento de uma coleção.

O que levou à mudança?

A gente queria um espaço mais exclusivo e não estava feliz com a troca da loja da Mateus Grou pela da al. Gabriel Monteiro da Silva. Havíamos perdido o DNA da loja conceito de Pinheiros, que era bem mais despojada. Nesse showroom, pretendemos resgatar o ambiente intimista e aconchegante da Mateus. Outra conquista é o jardim, com paisagismo assinado pelo Marcelo Faisal.

E a linha de produtos se manteve igual?

Decidimos apostar nos que representam nossa marca: tecidos, papéis de parede, acessórios, tapetes de teares manuais. Com isso, vamos nos dedicar menos ao mobiliário. Acabamos de lançar uma coleção de almofadas bordadas desenvolvida pela Ana Martinez com as sobras de nossos tecidos. Nossa intenção é ter uma nova linha a cada mês, sempre aproveitando nossos fios e materiais.

Vocês continuam com as marcas internacionais?

Continuamos com a italiana Rubelli, mas queremos trabalhar nossos tecidos desenvolvidos no Brasil. Atingimos um nível de qualidade comparado aos das marcas estrangeiras e agora vamos exportar em vez de importar. Já fazemos isso para algumas grifes de moda e hotéis estrangeiros, como o do Trump, em Washington, para quem exportamos painéis de couro de parede.

Quais os próximos lançamentos?

Conheci recentemente, por intermédio da arquiteta Denise Barretto, um grupo de dez artistas que organiza expedições pelo Brasil, fotografando e registrando referências em vários lugares. Estamos interpretando todo esse trabalho e vamos lançar uma coleção baseada no material que eles trouxeram das expedições. São estampas de tecidos, papéis de parede, almofadas, tapetes. O lançamento da DNA Brasil acontecerá aos poucos, de março até o ano que vem.

A mudança se deveu a um desejo dos donos, Zeco e Valéria Beraldin, de voltar a ter um espaço mais despojado e intimista como o galpão que eles mantiveram durante anos em Pinheiros. Fotos: Romulo Fialdini.