Festival na capital japonesa teve de esfera a bonsai gigantes

Com 7 m de altura, a esfera do artista Akira Fujimoto e da arquiteta Yoko Nagayama representa o zero do número 2021.

Vale sempre estar atento ao que os japoneses andam fazendo. Com um olhar na delicadeza e outro na tecnologia, eles surpreendem o mundo com suas criações. Não foi diferente na segunda edição da Designart Tokyo, encerrada no domingo passado (28 de outubro). Numa centena de exposições e instalações de profissionais consagrados e emergentes do Japão espalhadas em dez bairros, selecionamos as nossas favoritas.

Com 7 m de altura e instalada no átrio de um prédio de 18 andares, a esfera prateada do artista Akira Fujimoto e da arquiteta Yoko Nagayama representa o zero do número 2021. Três numerais de mesma altura foram colocados na fachada de vidro do edifício, formando o ano posterior a realização das Olimpíadas. A intenção da dupla era incentivar as pessoas a olharem além do evento de 2020 e iniciar uma conversa sobre o legado dos jogos. Uma linha vermelha no piso reflete na superfície da bola, criando um eixo do estádio olímpico de 1964 ao novo estádio projetado por Kengo Kuma, em Odaiba, ilha artificial que será a sede dos atletas em Tóquio.

Fotos: Divulgação e reprodução.

No interior do edifício Axis, Yuji Okitsu exibiu seu objeto espacial Foco, também apresentado no Salão Satélite deste ano na Semana de Design de Milão. Diversas lentes planas foram penduradas como móbiles, focando a paisagem cotidiana, que muda conforme a luz do dia.

No espaço da B&B Italia Tokyo, a instalação Pixel criou um efeito visual por meio luz, uma colaboração com a obra em vídeo do artista Shunsuke Watanabe.

A obra do arquiteto Sou Fujimoto na vitrine da marca de roupas Canada Goose impressionava principalmente na cena noturna, tornando a instalação dramática. O conjunto de penas mudava de formato conforme o ângulo de visualização e da iluminação, como uma nuvem à deriva no céu.

Senrizak é uma flor cultivada por mestres de bonsais. Esta instalação, construída por um artesão de cultivo de crisântemos, mostrava o desabrochar das flores a partir de um único caule, por meio da ilusão óptica do espelho.

Com pedra, latão e bronze, o jovem artista Yuu Minaminura repensa com suas obras o caminho do povo japonês do pós-guerra e do período de crescimento econômico avançado.

No showroom da Nichiesu, a marca de mobiliário Dedon apresentou uma coleção de lanternas antropomórficas assinadas pelo norte-americano Stephen Burke. Colorida, escultural e sofisticada, a série The Others consiste em luminárias tecidas à mão que assumem a aparência de personagens.