A arquiteta Debora Aguiar assina o projeto de interiores do novo Juma Ópera, com 41 acomodações, restaurante e rooftop com piscina

Dois casarões tombados do século XIX foram unidos à uma nova construção de mesmo estilo arquitetônico para abrigar o mais recente empreendimento da capital do Amazonas, o Juma Ópera, inaugurado no início de fevereiro. De frente ao imponente Teatro Amazonas, erguido em 1896, o hotel tem arquitetura com referências francesas. A decoração de Debora Aguiar, no entanto, privilegia o contemporâneo, fazendo uso também de peças artesanais da região.

Dos mesmos donos do Juma Amazon Lodge, resort no meio da floresta amazônica fundado em 2000, o Juma Ópera conta com 41 acomodações, de 23 a 66 m², incluindo a suíte presidencial. Todos os quartos, assim como a recepção, o bar-lounge, o restaurante, o rooftop da piscina e o centro de convenções, foram decorados por Debora Aguiar, cujo escritório, em São Paulo, responde por projetos hoteleiros no Brasil e no exterior.

Madeira, fibras e tons suaves, como crus, beges e cinzas, além de verdes e terrosos, compõem a linguagem do décor, com uma seleção de quadros que retrata a história e a cultura indígena, bem como a fauna e a flora do estado. Palhas e jutas aparecem em luminárias, painéis decorativos, cabeceiras, balaios, leques e demais artefatos. No lobby e nas suítes, pórticos exibem pintura metalizada fosca com luz indireta. O mobiliário é contemporâneo e dialoga com algumas luminárias desenhadas por Debora.

No coração do hotel, o restaurante ocupa o gazebo de vidro com vista privilegiada para o teatro, tendo como destaque os pendentes de fibras de formatos e tamanhos diversos. “Aqui, unimos o antigo ao novo, criando contrapontos entre os elementos e explorando os temas da floresta, seja no artesanato, nos quadros, nos materiais de reaproveitamento, nos tecidos e nas tramas”, afirmou a arquiteta.

Para Caio Fonseca, diretor do empreendimento, o novo negócio visa atender não só os hóspedes do Juma Lodge, de passagem por Manaus, como executivos ligados às indústrias locais. “Quisemos manter o alto padrão oferecido a nossos clientes na floresta”, disse. Como gerente, foi escolhido Rodrigo Dezan Cunha, ex-Unique e Transamérica Ilha de Comandatuba. Já o restaurante está sendo comandado pela premiada chef Sofia Bendelak, que combina pratos contemporâneos com sabores amazonenses.