Confira o que despontou entre os profissionais do décor do país, presentes nesta 33ª edição recém-inaugurada no Jockey Club

A Casa Cor São Paulo 2019 traz 78 ambientes de profissionais de diferentes partes do país. A inauguração ao público aconteceu na terça-feira (28 de maio), mas já no domingo, em uma abertura especial para convidados, a equipe da Olhares.News circulou pela mostra para conhecer os espaços. Conversamos com profissionais e organizadores, recebemos dezenas de imagens dos ambientes. Nessa detalhada pesquisa, identificamos nesse caldeirão de estilos e referências algumas das tendências listadas a seguir.

1.  Muxarabi

De origem árabe, o elemento arquitetônico de madeira treliçada permite aproveitar iluminação e ventilação naturais. Na mostra, ele aparece na fachada da casa Lite de Duda Porto e na área de jantar da Casa Oak, de Sálvio e Moacir Jr. Essa inspiração chega também ao desenho de mobiliário em banco e sofá assinado por Estevão Toledo para a Breton. As peças estão na área externa da Arena Casa Cor, espaço assinado por Fabiano e Tania Hayasaki.

2. Pedras naturais

As pedras brasileiras estão em alta e se fazem presentes em pisos, paredes e móveis, como na mesa de jantar do Home Office da Família de Fernanda Moreira Lima e nos armários da Cucina Pietra de Felipe Hess. Na Casa Grão por Starbucks, da Très Arquitetura, reveste de ponta a ponta o estar e, na Casa Sumé, de Gustavo Neves, a passarela que conduz o visitante ao interior. São destaque também no quarto da Casa Berilo Leroy Merlin do Studio ro+ca, cobrindo a parede da cabeceira e no Loft Refúgio, de Consuelo Jorge. Nesse último, as placas de quartzito ganham paginação canelada, criando um lindo efeito visual nas paredes do banheiro e da cozinha.

3. Tapetes estampados

Modelos coloridos, de diferentes texturas e com desenhos gráficos ou orgânicos ganham força nesta edição. Há os de estampas fortes e florais, como o da Bilheteria, de Lisandro Piloni, e outros mais suaves, que brincam com texturas e nuances, como o do Estar Leve de Paula Magnani. Outros dois modelos marcantes: o xadrez em preto e branco do Studio ro+ca e as passadeiras nas laterais da cama de casal da Suíte Blush, de Bruno Carvalho.

4. Paredes bicolores

No Co-Dining, de Juliana Pippi, o azul intenso tinge parte da parede, quebrando a altura do pé-direito do prédio do Jockey Club. O mesmo tom se repete no teto e no tapete artesanal, contrastando com o rosa do revestimento da parede e do tampo da mesa desenhada pela arquiteta. No Studio ro+ca, foi aplicado o mesmo recurso em verde-saturado e, na sala Les Heróns de Gustavo Martins, papel de parede de nuances sóbrias combinado a outro modelo estampado que marca a parte curva do teto.

5. Da cor Coral

O Coral desponta em salas e quartos, em grandes ou pequenas extensões. Nesta galeria, o tom aparece em tapete (Varanda Palm Springs, de Jean de Just), cabeceiras (Loft Refúgio, de Consuelo Jorge, e Estúdio Hygge, de Melina Romano), almofadas e tapete (Estúdio de Conexão, de Barbara Jalles) e poltronas nos ambientes de Gustavo Martins, Marcelo Salum e Renato Mendonça.

6. Palha

A palhinha tão presente em poltronas e cadeiras de design brasileiro toma conta também de portas de armários (Estúdio da Mulher Contemporânea, Marcela Pepe) e estante (Saleta Pausa, Ana Sawaia), além de cabeceiras fixas ou soltas, nos ambientes de Otto Felix e Denise Barretto.

7. Granilite

Tendência nos anos 1980, esse revestimento volta com força em sua forma natural – mistura de cimento branco, areia, água e pedra – ou em placas industriais de diferentes tamanhos, caso do Estúdio Plural de Fernando Piva e no tampo da mesa de tom rosado desenvolvida pela arquiteta Juliana Pippi para seu espaço.

Fotos: Evelyn Muller, Denílson Machado, Divulgação e Renato Navarro. 

8. Fotos gigantes

Não é de agora que fotos ganham protagonismo na Casa Cor, mas elas parecem estar cada vez maiores. Ambientes: de Alex Bonilha, InTown Arquitetura e Fernando Piva. Despontam também reunidas num mesmo conjunto como o do ambiente da arquiteta Denise Barretto.

9. Pendentes instalação

Customizar parece ser também a palavra de ordem para luminárias. Gustavo Neves, em sua Casa Sumê, transformou caules de palmeiras secos em luminárias com duas gemas de Topázio Imperial. Já Débora Aguiar desenhou para a Puntoluce uma chuva de pendentes como um jogo de varetas iluminado. No espaço de Fabiano e Tânia Hayasaki, as luminárias de teto no tom dourado são da designer Luciana Martins Rosa.

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