No casarão colonial de esquina, funcionará o Museu das Cadeiras Brasileiras, que terá sua pré-inauguração em início de novembro

Esquecida no litoral da Bahia, Belmonte quer retomar os tempos áureos dos barões do cacau. Isso graças à iniciativa de designers e empresários que decidiram investir na região de praias paradisíacas e casarões tombados pelo Patrimônio Histórico. Um dos responsáveis por essa revitalização da cidade, datada de 1764 e a 72 km de Porto Seguro, é o carioca Zanini de Zanine, filho caçula de Zanine Caldas. “Visitei a cidade pela primeira vez em 2017 e me encantei. Sua riqueza cultural impressiona”, conta. Apoiado pela prefeitura, Zanini transformará a antiga casa dos avós num museu dedicado à obra de seu pai. “Já comecei a montar o acervo e adquirir peças”, diz ele, que convidou o arquiteto Marcio Kogan para idealizar a construção contemporânea da instituição. Na calçada oposta, ficará outro museu: o Museu das Cadeiras Brasileiras. “Por doações, reunimos 50 modelos de autores modernos e contemporâneos. Christian Larsen, do Metropolitan de Nova York, é o curador”, revela. Em novembro, entre os dias 8 e 11, Zanini prepara a pré-inauguração do projeto com a presença de galeristas, curadores e designers. “Deixaremos esse patrimônio para o país, o que fomentará a região e seu viés cultural”, afirma.

Nesta casa, onde viveram os avós de Zanini de Zanine, será montado o Museu Zanine Caldas.

Além do patrimônio arquitetônico, as praias desertas e paradisíacas são trunfos de Belmonte, que entrou em decadência com a extinção das lavouras de cacau.

Fotos: Divulgação