Projetos de brasileiros consagrados estão em exposições no Porto e em Barcelona

E não é só de política que se tem falado do Brasil no velho continente. Mostras inéditas de expoentes da nossa arquitetura ganharam merecida atenção da imprensa europeia. É o caso de Lina Bo Bardi: tupí or not tupí. Brasil, 1946-1992, em Barcelona, primeira grande exposição dedicada à obra da ítalo-brasileira na Espanha. Já em Matosinhos, região do Porto, Duas Casas de Paulo Mendes da Rocha oferece a possibilidade de ver projetos unifamiliares, um construído no Brasil e outro em Portugal, do capixaba Prêmio Pritzker em 2006.

Em São Paulo, o tema também inspira duas importantes exposições para o primeiro semestre de 2019. O Instituto Tomie Ohtake e o Museu da Casa Brasileira celebram a obra do arquiteto Ruy Ohtake, em fevereiro; e a partir de abril deve acontecer uma retrospectiva sobre o trabalho do ucraniano Gregori Warchavchik, autor da primeira casa modernista do Brasil, no Itaú Cultural.

LINA BO BARDI: TUPÍ OR NOT TUPÍ. BRASIL, 1946-1992

Obra da exposição “Lina Bo Bardi: tupí or not tupí. Brasil, 1946-1992” na Fundação Juan March, em Barcelona.  

ENQUANTO ISSO, NO PORTO…

Com obras do arquivo permanente da Coleção Brasil, entregues generosamente por mais de 150 doadores para a Casa da Arquitectura, Infinito Vão – 90 anos de Arquitetura Brasileira, curada por Fernando Serapião e Guilherme Wisnik, apresenta uma síntese da produção arquitetônica brasileira da modernidade à contemporaneidade em 90 projetos ao longo de 90 anos. Já Casas de Paulo Mendes da Rocha traz fotos, desenhos, maquetes e registros audiovisuais da Casa Gerassi, projetada em 1989 em São Paulo, com peças pré-fabricadas de concreto, e da Casa Quelhas, em Lisboa, desenhada pelo arquiteto em coautoria com Inês Lobo. Com 30 anos de intervalo entre si, esses projetos revelam o círculo habitualmente reservado das habitações familiares. “O arquiteto brasileiro valoriza o encontro, a partilha e a socialização da família”, escreveu o curador Nuno Sampaio, diretor da Casa da Arquitectura, sede da mostra.  Veja reportagem da RTP sobre Infinito Vão no link.

A Casa Gerassi, projetada em 1989 e construída em 1990, em São Paulo, com peças pré-fabricadas de concreto, e a Casa Quelhas, em Lisboa, desenhada pelo arquiteto em coautoria com Inês Lobo, são apresentadas em três abordagens: as maquetes feitas especialmente para a mostra, as fotos de Leonardo Finotti e o registo audiovisual da construção e dos seus interiores. Com 30 anos de intervalo entre si, as casas de Paulo Mendes da Rocha revelam o círculo habitualmente reservado das habitações familiares. “O arquiteto brasileiro valoriza o encontro, a partilha e a socialização da família”, escreveu o curador Nuno Sampaio, diretor da Casa da Arquitectura, sede da mostra. No mesmo local, ocorre ainda a exposição Infinito Vão – 90 anos de Arquitetura Brasileira, com obras do arquivo permanente da coleção Brasil, entregues generosamente por mais de 150 doadores para a Casa da Arquitectura. A curadoria de Fernando Serapião e Guilherme Wisnik mostra uma síntese da produção arquitetônica brasileira da modernidade à contemporaneidade em 90 projetos ao longo de 90 anos. Veja reportagem da RTP sobre Infinito Vão

Casa Quelhas, de Paulo Mendes da Rocha, em Lisboa. Foto: Leonardo Finotti

Casa Gerassi, de Paulo Mendes da Rocha, em São Paulo. Foto: Leonardo Finotti