Confira a seleção de itens autorais na feira de decoração paulistana

A linha Coletivo é composta de suportes de madeira minimalistas que podem apoiar, carregar e iluminar. 

Designers independentes, fábricas de móveis consolidadas, artistas e artesãos se reuniram na 35ª Paralela Design, encerrada ontem (21 de fevereiro) no Pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera. Visitamos a feira, destinada a lojistas e profissionais da decoração, para eleger alguns de nossos lançamentos favoritos.

A marca Pontoeu, de Roberta Banqueri, estreou na feira com 20 dos mais de 40 produtos desenvolvidos por ela ao longo de 2018 para a fábrica Todo, em Antonio Prado, na serra gaúcha. A imersão levou a arquiteta a se mudar para a cidade a fim de acompanhar o desenvolvimento e a fabricação das peças. O buffet Pele faz alusão a uma pele que descama. Com cinco modelos de cadeiras e banquetas, a linha Ponto resulta de estrutura de madeira maciça que se curva, sustentando encosto, assento e braços. Já a Coletivo reúne suportes e luminárias de parede que podem ir do hall ao banheiro.

A também arquiteta Adriana Yazbek ampliou sua linha de luminárias com modelos de piso e parede feitos de arame, papel japonês e tecido, alguns se sustentam em bases de madeira, como a Ita, premiada no Museu da Casa Brasileira. Os exemplares coloridos, que eram para ser únicos, fizeram tanto sucesso entre os lojistas que Adriana decidiu colocá-los em produção. O conjunto na parede emprega seda na composição e pode ser encomendado em diferentes tamanhos.

Pela segunda vez, a Schuster, tradicional fábrica de Santo Cristo, no Rio Grande do Sul, participou da feira com seu extenso portfólio de móveis, objetos e luminárias assinados por designers brasileiros. As mesas Argola do arquiteto Leandro Garcia, de Curitiba, dispõem de diferentes diâmetros, alturas e acabamentos; as de apoio Sketch, da dupla carioca do Lattoog, combinam madeira e metal; e a cadeira do gaúcho Henrique Schreiber, integrante do Estúdio Schuster, com modelos com ou sem braço.

Os mineiros do Alva Design incrementaram a linha de bandejas com modelos de chapa de metal com pintura eletrostática, como a Eva, e de madeira e latão com delicadas dobras nas extremidades e acompanhados, ou, não por vasos de pedra-sabão. Criados-mudos de uma ou três gavetas também são novidade da marca.

O couro envelhecido e a corda náutica são protagonistas na coleção da mineira Elisa Atheniense. Cestos, fruteias, pufes e almofadas revestidos com os materiais compõem a linha, que conta ainda com sofisticadas redes.

Com olhar voltado para as fibras naturais, as marcas Ana Penso e Cannelle, de Curitiba, se uniram para apresentar os itens artesanais da coleção Al.for.ria. A luminária de piso, inspirada em armadilhas de peixes e revestida de rami, permite o movimento da cúpula em 180 graus. Os bancos caipiras têm assentos feitos com papel kraft trançado.

Marcenaria com o requinte de tempos passados combinado a design minimalista é o diferencial da Jabuticasa, sediada no Rio de Janeiro. Nessa edição da Paralela, a dupla de designers exibiu os principais móveis da marca e o principal lançamento: o banco Onze, fabricado em jequitibá com técnicas artesanais que dispensam o uso de pregos e parafusos.

Em dois formatos, as luminárias Ampulhetas do Estúdio Rika acendem ou apagam quando o usuário movimenta a peça para cima ou para baixo.

O coletivo Borogodó, formado por jovens designers, reuniu sete deles na Oca. Otavio Camerino, de Alagoas, mostrou o mancebo Xique-xique e a mesa lateral Manguezal, ambos produtos que empregam materiais feitos por artesãos do estado: a base de cerâmica foi moldada por João Carlos, filho do mestre João das Alagoas, e o tampo de madeira da mesa de coqueiro vermelho, produzido por moradores de São Miguel dos Milagres. Gustavo Castro, da equipe do estúdio de Zanini de Zanine, trouxe duas peças para a exibição: o premiado banco Pipa, de imbuia, e a cadeira Trio, de jequitibá.

Imponente, o banco Galerie, de Regis Padilha, foi criado para grandes espaços. Pode ser produzido em jequitibá ou freijó. A parte circular serve como nicho para guardar jornais e revistas ou pode também abrigar pets.

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